sexta-feira, 11 de abril de 2008

O que é Deus pra você?

Dizem que podemos sentir as coisas. Claro que podemos. De onde vem toda essa mágica de ir apenas ao supermercado e sentir-se feliz pelo resto do dia? Ou sair de casa cantarolando e, por um motivo ou dois, voltarmos à noite soltando fumaça pelas orelhas. Tudo bem, isso tudo pode ser químico-físico, psicológico, mas há [com certeza] certas coisas que nem Freud consegue explicar. E tenho pra mim que são esses sentimentos inexplicáveis que damos o nome de Deus. Ok ok, não confunda o Deus da igreja, que todo mundo prega como o homenzinho barbado com um cajado que, batendo-o no chão (que, no caso, seria o céu), vá te matar por qualquer merda feita. Claro que não. Eu entendo o tal "deus" como uma força que está fundida no nosso planeta. Afinal, é muita burrice acreditar que estamos sozinhos aqui, que somos a única forma inteligente e que o universo se resume a Terra, não é mesmo?.
Um certo dia eu estava pensando em o que é esse Deus pra mim. Eu detesto igreja, então a parte de religião eu deixo pra lá. Não consigo entender essa força como algo controladora. Então eu pensei: "poxa, o 'deus' que todo mundo fala, pode ser apenas uma força tipo mágica, que não se enquadre em nenhum aspecto científico e religioso, mas que está fundida em nós mesmos e no mundo ao seu redor." E então concluí que é nisso que eu acredito.
Eu fiz uma pesquisa recentemente sobre religiões e essa parada ficou encucada em mim. Fiz uma entrevista com um amigo meu e ele falou que conseguia sentir "deus" quando ia à igreja. E ai eu parei e pensei: "como assim sentir deus?" Mas não perguntei isso à ele.
Muitos assemelham o tal "deus" como um sentimento de paz, calmaria e esplendor, e eu às vezes penso nisso também. Mas também acho que isso deve ter algum lado ruim, como é o que acontece com o povo que finge literalmente que vai à igreja. Eu não gosto disso. Poxa, meu, se você tem uma religião, deve conhecer algo mais sobre ela do que só o Pai Nosso ou outra coisa qualquer, e não apenas fingir "ah, sou católico, agora vou à igreja" mas assim que sai de lá mete o pau em todo mundo. Calmaê, peralá, não é bem assim. Eu sei que tem muita gente que vai e leva isso tudo bem à sério, mas comigo não funcionou e pronto.

Quando eu fazia catecismo - obrigada - ficava discutindo com a mulherzinha lá (que nem parecia professora, mas sim uma beata) de onde vinha tudo isso. Talvez tudo tenha vindo somente pra alienar as pessoas e ganhar dinheiro com isso. Pra perceber, é só estudar um pouquinho de história. (E olhe que eu detesto história). Esse templo de mentira só foi criado por puro capitalismo, mas ai eu ja tô viajando demais e fugindo do assunto...

Então, eu queria dizer que eu não sei sentir o Deus que é pregado por aí e que é a imagem que você recebe quando faz o catecismo. Não consigo acreditar e sempre duvidei - e passei a desacreditar mais ainda quando li alguns livros de ficção científica (exemplo: O guia do mochileiro das Galáxias). Pra mim, o tal "deus" que todo mundo apelida é apenas uma forcinha com a qual todos nós - humanos ridículos e insanos - convivemos diariamente. Ela está aí, em qualquer lugar e não pode ser vista, pois nós somos criações tão insignificantes que nem a podemos enchergá-la.

Alguns dizem que isso é ser agnóstico. Talvez seja, né? Já me disseram também que o agnóstico duvida de tudo e sim, eu me enquadro nesse sistema. Então, vamos à praia curtir o sol que tá foda o calor, não se pode mais nem dormir à tarde, meo.

13 comentários:

Jessica Lara disse...

Chega uma hora em que você tem que decidir se acredita ou não...
Pra mim é muito mais facil crer, não dá pra acreditar que é nós governando nós mesmos, tem que existir uma razão pra isso tudo, uma força maior... e isso pra mim é Deus.
Quanto a religião, não importa qual seja, elas pregam fazer o bem e isso é o mais importante...

Bruna Presmic disse...

Adoro tuas linhas, mergulho de verdade nelas...

Oh, o Blogh B! que eu atualizo todos os dias fica no endereço http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&op=listar&usuario=921
o link assusta mas é assim mesmo!
Todas as minhas novidades estão lá 8)
Se quiser aparecer será muito bem vinda!
Bjokas

Lile disse...

Deus, o das religiões, talvez seja uma coisa que a gente sinta. E que gente meio sem noção interpretou em formato religião.doc
Acho que a religião atrapalha Deus.
Sei lá...
Bjo

.Intense. disse...

Engraçado que pra mim já chegou outro post depois desse.

Um conto, denso, pesado, e que me fez prender a respiração enquanto lia - tentando entender o grito do silêncio...

mas kd ele?

Cansei de ser abduzida disse...

é... muito tempo atras decidi mesmo ser agnóstica!!
e sou muito feliz por isso.. me permito conhecer e ouvir as coisas... O contrario das religiões.."organizadas".

beijos.. te cuida bem!

Samuel Gois disse...

Deus é um cara engraçado - a ponto de ser irritante em alguns momentos. Mas em geral, limpeza.

Olha soh, vc tb eh de libra! de que dia? sou 25 de setembro! kkk

Bruna Presmic disse...

Verdade, então tenta ir no www.globoonliners.com.br e procura por Blogh B! nos blogs...
Bjokas

Segunda a Sexta disse...

Olha, Jéssica, no primeiro parágrafo você alegou ter coisas que acontecem e não tem motivo.

Se você acredita nisso deixa de ser agnóstica...

Bem, eu acredito no poder que as pessoas têm. Que eu tenho, você tem, todos podemos mudar nosso humor - afetando tudo o que está em volta.

E pra quê dar nome pra esse tipo de coisa??? =]

Bjo!

Segunda a Sexta disse...

Respondendo:

Câncer. Ascendente em Gêmeos e Lunar em Leão.

Pode escrever o quanto quiser nos meus comments, eu adoro comments grandes! ;)

O ANTAGONISTA disse...

Deus é amor e felicidade. Qualquer coisa além disso é invenção humana.

Beijão... Valeu.

a.m disse...

o k te deixo a seguir é uma letra de uma cançao, que me pos pela primeira vez realmente em pensar k deus é aquele que todos adoram por ai e qual o meus deus.
o catecismo k nos ensina? nada! ordena-nos a acreditar.

Que Deus?

Quem quer que sejas, onde quer que estejas
Diz-me se é este o mundo que desejas
Homens rezam, acreditam, morrem por ti
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi
Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes
Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes porque é que não vejo comida à minha mesa?
Perdoa-me as dúvidas, tenho que perguntar
Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpites
Se sangue é derramado em teu nome é porque o permites?
Se me destes olhos porque é que não vejo nada?
Se sou feito à tua imagem porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na Paz e no Amor

Por favor não deixes o mal entrar no meu coração
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Às vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra
Não deixes crianças sofrer pelos adultos
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar
Interrogo-me, penso no destino que me deste
E tudo que acontece é porque tu assim quiseste
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura
Mas se nada fiz, nada tenho a temer
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer

Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei
Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei
Por mais respostas que tenha a dúvida é maior
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim
Penso na origem de tudo e penso como será o fim
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez então já posso morrer

Lopes do Fontão disse...

A todos desejo muitas felicidades.

Gostei muito do que li, em diferentes opiniões, neste blogue. Opiniões muito bem apresentadas. Dá para pensar. Vou pensar. E, logo que seja possível, apresentarei a minha opinião.
Lopes do Fontão

Lopes do Fontão disse...

Muitos parabéns, Jéssica, pelo seu blogue!
Gostei muito, como já disse. "O que é Deus pra você?" é um assunto muito importante para comentar. Sendo leitor, também desejo participar porque, dizendo o que penso sobre o que é dito também digo o que penso sobre o que Deus é para mim.
Nós damos o nome de Deus a algo que não conseguimos explicar. Lembremos a expressão do cientista Ampere: "Quão grande é Deus, quão grande é Deus, e quão pouco é o que nós sabemos sobre Ele!" Deus é infinito e eterno. Nós existimos finitos: vivemos no tempo ̶ com princípio, meio e fim. Deus não é finito, é infinito: não vive no tempo, vive na eternidade. Não devemos dar o nome de Deus a sentimentos temporários que hoje vêm e amanhã vão. Deus é por Si ("a Se") e nós existimos por Ele ("ab Alio"). Por isso, não é "como uma força que está fundida no nosso planeta".
Não acredito que estejamos sozinhos... Simplesmente, Deus age pelas causas segundas, isto é, age por meio das suas criaturas. Neste acepção, se pode sentir ["deus" quando ia à igreja.]. Deus é em mim e nos outros: eu vejo Deus nos outros e os outros vêem Deus em mim. Se todos assumissem esta realidade, o mundo seria melhor. Pelo menos, haveria mais paz, mais amor ao próximo, mais... mais... mais....
Sim há um lado ruim: "como é o que acontece com o povo que finge literalmente que vai à igreja.". Pouco adianta ir à igreja para dizer só: "Senhor! Senhor!"... E a Jéssica revela bem esta consciência... Ir à igreja adianta para nos sentirmos unidos com os outros... Uns e outros, criaturas de Deus...
Há coisas que, para mim, também não funcionam. Detesto beatices..., não suporto nenhum "templo de mentira"... e odeio alienações...
"o tal "deus" que todo mundo apelida é apenas uma forcinha com a qual todos nós - humanos ridículos e insanos - convivemos diariamente" é nas criaturas: encontra-se em qualquer um de nós, não "como apenas uma forcinha", mas sim como "quão grande é Deus". Não somos criações assim "tão insignificantes": Deus sabe que estamos cá, compreende-nos e perdoa. O seu amor também é infinito ̶ como, aliás o são, todas as suas características.
Penso que a posição de agnóstico, aqui, não terá grande cabimento. Agnóstico é aquele que não acredita nem descrê. Faz-me lembrar Pirro (céptico) que dizia: "É preciso não ter opinião (...) afirmando de cada coisa que é, não mais do que não é, ou que é e que não é, ou ainda que nem é nem não é os que se põem nessa disposição".
Não confundamos Deus e as religiões! Estas são meios de ligar os homens a Deus.
A letra da canção... é poesia.
Gostei, Jéssica! Continue! Faz bem viajar por estas praias...
Deus não mata, as pessoas morrem.
Pronto. É este o meu contributo. Fi-lo com todo gosto.
Lopes do Fontão